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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Encélado e os seus vulcões gelados

Encélado, a lua gelada de Saturno, tem vulcões, mas não aqueles que se esperaria...
 
 
 






 
São conhecidos como criovulcões e, apesar de os cientistas não terem a certeza absoluta da existência de vulcões que jorrem gelo a partir de uma caldeira gelada em Encélado, existem fortes indícios. O voo de Cassini, há dois anos, relevou jatos a serem expelidos de quatro fendas, ao longo da superfície da lua, apelidadas de Alexandria, Cairo, Bagdad e Damasco. As erupções eram tão altas que podiam ver-se facilmente, em perfil, do espaço.
Os vulcões na Terra e também de Io expelem lava com silicatos aquecida pela pressão sob a crosta. Os criovulcões funcionam de maneira semelhante: os cientistas crêem que a atividade geológica subterrânea em Encélado aqueça a superfície gelada criando um lodo em água, gelo e compostos orgânicos, ejetados por lençóis de água que se comprimem.
Encélado tem uma órbita eliptíca semelhante à da nossa lua, logo, quando a gravidade de Saturno atrai Encélado, é criada uma protuberância que gera a fricção e calor necessários para causar este fenómeno tão espetacular.
 
 
As erupções de Encélado são causadas pelo efeito da gravidade de Saturno.
 
Quando os lençóis de gelo chocam, qualquer lodo que fique entre eles é ejetado sob enorme pressão.
 


 
Bibliografia: Adaptado de Quero Saber nº23

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O "som" fantasmagórico dos anéis de Saturno

A agência espacial norte-americana (NASA) captou o som dos anéis de Saturno, cujos mistérios só agora começam a revelar-se. O som que pode ouvir no clipe abaixo, gravado pela sonda Cassini em 2007, é o som de emissões de rádio provenientes de Saturno, como explica Don Gurnett, da Universidade do Iowa.
“O som foi consideravelmente acelerado”, adianta Gurnett, explicitando que um registo de cinco dias é aqui reproduzido em 15 segundos. O resultado é misterioso e quase fantasmagórico. O período de "batimentos" que se consegue ouvir corresponde à rotação de Saturno, ou seja, dá-nos a duração de um dia no sexto planeta a contar do Sol.










http://www.querosaber.com.pt/espaco/ouca-o-impressionante-som-dos-aneis-de-saturno

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"Name that Asteroid!"





A NASA abriu um concurso a nível internacional para estudantes com o intuito de escolherem um nome para o asteróide chamado provisoriamente de (101955) 1999 RQ36, descoberto há 13 anos. Os participantes são alunos menores de 18 anos do mundo todo.O vencedor será escolhido por um comité da União Astronómica Internacional. Para mais informações, veja o vídeo...

 
 
 
Se pretende participar, clique no link: http://planetary.org/get-involved/contests/osirisrex/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Visita guiada a um buraco negro

Quando o núcleo de uma estrela é verdadeiramente maciço, o seu colapso não pára numa estrela de neutrões. Os neutrões por sua vez são quebrados nos quarks qie os compões e o núcleo torna-se tão denso que a sua gravidade fará com que nem sequer a luz escape. O resultado é um buraco negro. Isolados do Universo, os buracos negros estão entre os objetos mais estranhos que a ciência conhece. A sua gravidade afeta o espaço à sua volta mas são muito difíceis de detectar. Contudo, quando estrelas distantes parecem deslocar-se de maneira estranha, isto pode ser explicado por um buraco negro próximo que as puxa.


Um buraco negro forma uma espécie de "funil" gravitacional no espaço. Qualquer coisa que  atinga o "horizonte de eventos" - onde a velocidade de escape,  a velocidade necessária para escapar à sua gravidade, ultrapassa a da luz - está condenada a não regressar. Por isso, evite os buracos negros (muito provavalmente nunca irá encontrar nenhum, pois se houvesse um buraco negro próximo do nosso Sistema Solar, de certeza que não estava a ler isto. No entato, segundo o físico John Wheeler, se alguém juntasse toda a àgua pesada de todos os oceanos do mundo, podia construir uma bomba de hidrogénio capaz de comprimir a matéria de tal modo que seria criado um buraco negro).

Visitar um buraco negro...
Segundo a teoria da relatividade, cada observador tem a sua própria medida do tempo. O tempo para alguém numa estrela será diferente do tempo para alguém à distância, devido ao campo graviticional da estrela. O tempo é relativo, por isso podemos encará-lo como algo pessoal. Um relógio num avião conta o tempo mais devagar do que outro igual na superfície terrestre. No entanto é uma diferença mínima e para a pessoa que vai no avião, o relógio conta o tempo normalmente e um segundo, é um segundo (para a pessoa que vai no avião).
Isto tudo para para compreenderem a seguinte situação: um astronauta corajoso decide, em prol da ciência, entrar num buraco negro para ver o que acontece. Esse astronauta leva um grande relógio que pode ser visto a grande distância.  O leitor vai  observar o que lhe vai acontecer. Para isso precisa de ter um potentíssimo telescópio e estar a alguns milhares de milhares de milhões de quilómetros do buraco negro. Tudo pronto? Então vamos começar a experiência:

1. Diga ao astronauta para segurar no relógio



 2. Mande-o andar em direção ao horizonte de acontecimentos do buraco negro.

À medida que o astronauta se aproxima mais, verá o relógio abrandar cada vez mais, e quando ele atinge o horizonte de acontecimentos, o relógio parará. Isto sucede porque para um observador (neste caso o leitor) o buraco negro abranda o tempo. No entanto, o astronauta pensará que o relógio ainda está a funcionar perfeitamente.

 3. Diga adeus para sempre ao astronauta.


Neste momento o astronauta está a ser sugado para o centro. Cada àtomo do seu corpo está a ser estirado até um comprimento infinito e ficará infinitesimamente fino ao passar através de uma singularidade espacial. O que acontece  depois disso é conjectura de qualquer pessoa, mas algumas pensam que possa emergir num universo paralelo. O  problema é que, provavalmente, ele não iria lá chegar vivo.
 4. Dê a "má notícia" à mãe do astronauta.





Sagittarius A*. Image credit: ChandraClaro que esta experiência é completamente imaginária. Mesmo que encontrássemos um buraco negro, ele estaria tão longe que demoraríamos provavelmente milhares de anos até lá chegar, mesmo que viajássemos à velocidade da luz. Como não podemos viajar à velocidade da luz, nem temos sequer tecnologia para atingir uma velocidade próxima da luz, penso que ninguém irá morrer num buraco negro nos próximos anos. Para além disso, nunca conseguíriamos observar o fenómeno (neste caso, a morte do astronauta). Contudo, se pretende observar um buraco negro, um bom sítio para começar a procurar será no centro da nossa galáxia, onde os cientistas acreditam que se encontra um buraco negro, responsável pela fonte de rádio compacta chamada Sagitarius A (Sgr A).


Bibliografia: Breve História do Tempo, Stephen Hwaking
Uma Galáxia Marada, Kjartan Poskitt
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sagittarius_A

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Curiosity - Marte à primeira vista

Em 5 de Agosto a NASA aterrou com sucesso seu rover Curiosity, em Marte. Desde o desembarque, o robô capturou algumas imagens impressionantes do planeta vermelho. Neste vídeo, os cientistas da NASA John Grotzinger e Joy Crisp conversam sobre o que temos visto até agora, e o que podemos
encontrar quando o Curiosity se dirigir para Monte Sharp - onde esperam encontrar sinais de água!







Telescópio Hubble


O lançamento do telescópio espacial Hubble representa uma das mais importantes revoluções dos últimos cinquenta anos no campo da astronomia e astrofísica. Este arquétipo astronómico tem um currículo de fazer inveja a qualquer telescópio astronómico terrestre, devido principalmente à sua posição priveligiada: o Hubble encontra-se acima do manto da atmosfera terrestre e, por isso, não é afectado pelas turbulências atmosféricas, tendo assim uma nitidez de imagem acentuada.




O Hubble tem a forma de um longo cilindro com 4,27 metros de largura e 13,3m de comprimento. O espelho principal têm um diâmetro de 2,4 metros e o seu peso é de 11 toneladas. Foi colocado em órbita terrestre, a 600 quilómetros de altitude, pela nave Discovery em 1990.
Dentro de poucas semanas após o lançamento do telescópio, pelas imagens que voltavam, ficou evidente que havia um sério problema com o sistema óptico. Embora as imagens parecessem de início ser mais nítidas do que as imagens obtidas em terra, o telescópio falhou em obter um foco tão exato como esperado. Depois de vários estudos, descobriu-se que a curvatura do espelho não era perfeita. O defeito era imperceptível a olho nu, um deformação menor do que a espessura de um cabelo, que no entanto teve sérias consequência, resultando numa aberração esférica grave, que detiorava bastante a qualidade de imagem. O telescópio e a NASA foram alvos de chacota, tendo este primeiro sido comparado ao Titanic, ao dirigível Hindeburg e ao carro falhado da Ford Motor Company, Edsel.


Ficheiro:Improvement in Hubble images after SMM1.jpg
Comparação das imagens antes e depois do reparo do espelho do Hubble

Ao fim de mais de três anos após o lançamento, numa missão do Endeavour, os astronautas recuperaram o telescópio espacial e colocaram-lhe lentes corretoras, um "par de óculos" que finalmente tornaram a vista perfeita. Os astronautas voltaram a visitar o Hubble ainda uma segunda vez, em Fevereiro de 1996, para substituir dois instrumentos por aparelhos ainda mais sofisticados. A partir do momento em que a sua visão foi corrigida, o telescópio efectuou descobertas atrás de descobertas.





















Astronautas treinando para futura manutenção no Hubble



Fotografou tudo, deliciando tanto astrónomos amadores como profissionais, e mostrou ao público em geral como a ciência da astronomia pode ser maravilhosa e divertida. Infelizmente, o Hubble está a ficar "velhinho", e sua desativação está prevista para 2020. No entanto,imagens de nebulosas, buracos negros, estelas gigantes, supernovas, galáxias e quasares a quase 12000 milhões de anos-luz, discos protoplanetários e uma infinidade de outros astros celestes ficaram gravadas para a posteridade nos arquivos da Humanidade. O legado que este telescópio nos deixa é tão quase tão grande como aquele que lhe deu o nome, o grande cientista  e astrónomo Edwin Hubble.



Ficheiro:Planetary Nebula M2-9.jpg
Nebula Planetária M2-9
Spiral Galaxy M100
Galáxia Espiral M1000
Galaxy I Zwicky 18
Galáxia I Zwicky 18
Galaxy Cluster Abell 520 (HST-CFHT-CXO Composite)
Galáxia Cluster Abell 520 (HST-CFHT-CXO Composite)
Visible-Light Image of Jupiter -- Hubble Space Telescope
Júpiter
Hubble Captures View of 'Mystic Mountain'
"Mystic Mountain"
Combined X-Ray and Optical Images of the Crab Nebula
Nebulosa de Caranguejo (Combined X-Ray and Optical Images )
Light Echoes From Red Supergiant Star V838 Monocerotis - December 2002
Supergigante-vermelha V838 Monocerotis
Massive Star VY Canis Majoris - Polarized Light
Estrela Maciça VY Canis Majoris - Polarized Light


Ficheiro:Eagle nebula pillars.jpg
"Pilares da Criação"- Nebulosa da Àguia








 E muito MAIS...





Eighth Anniversary Image of Hubble's Smash HitsHubble Servicing Mission 4 Early Release Observations
Galaxy NGC 1512 in Visible Light
Planetary Nebula NGC 7009Hubble's Top Ten Gravitational Lenses













Saturn's Dynamic Auroras
 
 
 
O Universo onde vivemos é mesmo maravilhoso :)
 
 
 
 
 

 
 
Bibliografia: "A conquista do Espaço", Enciclopédia Pedagógica Universal, 6ºVolume, Matosinhos, QUIDNOVI ,2002;
http://hubblesite.org/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Telesc%C3%B3pio_espacial_Hubble

 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Via Láctea

Galáxia Andrómeda - 
A galáxia onde se encontra o nosso sistema solar é a Via Láctea. É uma comum galáxia em espiral, formada por um núcleo central do qual irradiam os braços. A Via Láctea tem um comprimento de 100 000 anos-luz e uma espessura de 15 000 anos-luz no empolamento central. É povoada por um enorme número de estrelas, estimado entre 200 e 400 mil milhões. Uma dessas estrelas é o Sol, que se encontra num braço da espiral, numa posição periférica, a 30 000 anos-luz do centro. A Via Láctea gira lentamente: o Sol, para completar uma volta em torno do centro galáctico, leva 250 milhões de anos. Vista a olho nu, a nossa galáxia apresenta-se como uma faixa mais clara que atravessa a esfera celeste: aos antigos Gregos isso fazia lembrar uma mancha de leite vertido no céu noturno. Observada ao telescópio, porém, releva numerosas surpresas. No núcleo observa-se uma grande quantidade de poeiras e gases raros que se precipitam rapidamente em direção a um ponto central, o que levou a colocar a hipótese de um buraco negro. Os braços da espiral mostram, por sua vez, uma intensa formação de estrelas. As estrelas recém-nascidas são habitualmente reagrupadas em famílias, também chamados amontoados abertos. A família das Plêiades, nascidas há cerca de 60 milhões de anos, é uma das mais famosas entre os astrónomos amadores, ainda que das suas 200 estrelas observáveis ao telescópio, somente 6 sejam visíveis a olho nu. A Via Láctea está rodeada de uma auréola com cerca de 150 pequenos amontoados de estrelas muito luminosos, os amontoados globulares, que têm um diâmetro compreendido entre 100 e 600 anos-luz e contêm 10 000 e 100 000 estrelas. A Via Láctea faz parte do Grupo Local, uma pequena concentração na qual se distinguem também a galáxia Andrómeda, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães e a galáxia  do Triângulo.



Grupo Local




domingo, 8 de julho de 2012

Meu querido Universo, o que queres ser quando fores grande?...

A maioria das pessoas conhece a teoria do Big Bang, proposta pela primeira vez pelo padre e cosmólogo belga George Lemaître (1894-1966), em 1927. De acordo com o modelo do Big Bang, à cerca 13,7 mil milhões de anos houve uma grande e explosão e o espaço iniciou-se a partir de um estado extremamente quente e denso, que começou e se continua a expandir atualmente. Se esta teoria estiver correta as galáxias estão neste momento a afastar-se uma das outras, e continuarão assim indefinitivamente.


Este esquema ilustra a expansão de uma parte do Universo plano. Como podemos observar, ao longo da sequência de planos, as galáxias vão-se gradualmente afastando umas das outras.  








Ficheiro:Universe expansion2.png

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Universe_expansion2.png


Podemos também imaginar, segundo esta teoria, a expansão do Universo como um balão com pontos marcados na sua superfície. À medida que enchemos o balão este dilata e os pontos vão-se afastando uns dos outros.




Destinos possíveis...
No entanto, o futuro do Universo é tema de bastante controvérsia. Irá este envelhecer e morrer, ou expandir-se-á indefinitivamente?! Não se sabe ao certo, mas  há várias teorias acerca do futuro deste...
Os debates acerca do futuro do Universo costumavam centrar-se em duas alternativas- o "Big Crunch" e o "Big Chill". A entrada em cena da energia escura parece ter excluído o Big Crunch, mas abriu a porta a duas novas teorias. 
Estão aqui apresentados os  quatro cenários possíveis...

O Big Crunch
No cenário do Big Crunch, a gravidade do Universo é mais forte que a força transmitida pelo Big Bang, e então a expansão abranda, pára e depois inverte-se. O Universo fica cada vez mais quente e denso, e desaba novamente numa singularidade. Isto pode dar origem a um novo Universo!
 
 
O Universo contrai-se depois de ter chegado a um diâmetro máximo. O  Universo em contração aquece, formam-se buracos negros e este desaba numa singularidade.



O Big Chill
No caso de um Big Chill, a quantidade de matéria é pequena demais para que a gravidade pare a expansão. O Universo continua a expandir-se, mas cada vez mais devagar. As galáxias desintegram-se, as estrelas apagam-se e finalmente os átomos decaem nas suas partículas constituintes.


O Big Chill Modificado
Se a energia escura do Universo se mantiver constante, então o ritmo de expansão irá aumentar constantemente, vencendo a força da gravidade e afastando as galáxias cada vez mais umas das outras. O derradeiro destino do Universo, apesar disso, continuaria a ser um Big Chill.


O Big Rip
Se a força da energia escura continuar a aumentar, daqui a milhares de milhões de anos poderá superar não só a gravidade, mas também as forças entre e dentro dos átomos. A matéria seria rasgada num "Big Rip" catastrófico e o próprio tempo chegaria ao fim!





Resta-nos esperar ( isto é, se chegarmos lá) para vermos se alguma destas teorias do Futuro do Universo se  comprove. No entanto, se o Universo alguma vez "morrer" , não será de certeza um espetáculo bonito de se ver...




Bibliografia: RIDPATH, Ian, "O destino do Universo",Dorling Kindersley, Astronomia, Porto: Civilização editora, 2006

terça-feira, 26 de junho de 2012

Poeira Cósmica

Incómoda para alguns dos astrónomos que tentam perscrutar  o espaço com os seus telescópios, mas fascinante para muitos outros. Quando uma estrela expele átomos, alguns tornam-se iões, ganhando ou perdendo demasiados eletrões e adquirindo carga negativa ou positiva, respetivamente. Catiões e aniões formam uma ligação iónica e mantêm-se juntos em cristais com poucos milhares de nanómetros de largura, conhecidos como poeira estelar ou poeira cósmica. A acumulação de uma grande quantidade de poeira cósmica ao longo do tempo leva à formação de planetas como a Terra.
A poeira  cósmica pode subdividir-se em poeira protoplanetária, como aquela que forma os anéis de Saturno, e poeria interestelar e intergalática.

Adaptado de Quero Saber nº12, Poeira Cósmica

A imagem abaixo, divulgada a 22 de Agosto de 2008 pela NASA, representa uma nuvem de poeira cósmica, chamada W5. A imagem foi obtida com o telescópio Spitzer e foi divulgada em comemoração aos seus cinco anos de uso.